21.11.2011
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A difícil arte de estar com o outro

  
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O tempo passa e começa a ser rotina perder a paciência com a pessoa que está ao nosso lado. E aí começamos a repetir: “lá vem você de novo com essa conversa...”, “não agüento isso que você faz”, “esse seu jeito me incomoda muito...”.

No início não havia tanta reclamação. E chegamos à conclusão: “claro, eu não conhecia esse seu lado!”.
É interessante como às vezes não conseguimos enxergar o que é mais simples. Vamos pensar um pouco nessa situação.



Quando estamos iniciando um relacionamento não conhecemos direito a pessoa. E o nosso olhar é apaixonado, generoso e absolutamente condescendente. Tudo está ali, na nossa frente, mas só conseguimos sentir e perceber o que alimenta o amor que temos.

E o tempo passa.

Novas situações aparecem. A intimidade traz muitas outras verdades, a rotina revela pequenas formas de estar na vida. Saímos do sonho e pisamos na terra. E nesse lugar, o príncipe às vezes se transforma em sapo e volta a ser príncipe com um beijinho e assim seguimos.

Quando chegamos no ponto de falar com chateação “eu não conhecia esse seu lado” é fundamental parar. Esse momento é muito especial. É justamente o tempo de dar um salto quântico na relação. Vou explicar.

Amar não é fácil. Não é como uma simpatia do tipo “vou com a sua cara...”. Amar é complexo, exige cuidado, tempo, dedicação, paciência, admiração, contemplação e tantas e tantas coisas. Amar é exercício cotidiano.

No começo da relação, não conhecemos direito, não há uma mínima familiaridade. Quando conquistamos isso – Sim!!!! A familiaridade é uma conquista muito importante no relacionamento, é um passo a mais que indica uma abertura para uma intimidade, para uma profundidade - e quando você conquista isso não dá conta, não quer, prefere a superficialidade!!!!

Algumas pessoas preferem se separar a ter que lidar com a verdade do outro.

O amor exige lidar com a verdade do outro.

É mais fácil se distanciar, enfrentar uma separação do que ter coragem para aceitar o outro da maneira como ele é; ter coragem para estar diante de alguém que é maravilhoso porque simplesmente diferente de você; ter coragem para amar.

Eu sinto que o verdadeiro amor nasce aí: quando reconhecemos nossas diferenças e respeitamos. Jamais seremos iguais. Só precisamos olhar na mesma direção. Com ética, respeito, cuidado e afeto.    




Fonte: Elisa Gonsalves

Palavras-chave: relacionamento , elisa gonsalves ,

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