A fina melodia das composições dos consagrados músicos, Cláudio Santoro e Guerra Peixe, vai estar à disposição do público apreciador da boa música camerista, no projeto Sonora Brasil, desenvolvido pelo Serviço Social do Comércio (SESC), na segunda-feira (6), com uma apresentação do Quarteto de Brasília (violinos, violoncelo e viola) , às 18h, tendo como palco a Igreja de São Francisco, região central de João Pessoa. A entrada é aberta tanto para comerciários quanto o público em geral.
No programa da noite consta Quarteto nº 7 (1965), I – lento, II – vivo, III – lento (Cláudio Santoro); Pequeno Duo (1946) - violino e violoncelo, I - allegro moderato, II – largo, III – allegro (Guerra Peixe); Duo (1982) - violino e violoncelo (Cláudio Santoro); Quarteto nº 2 (1958), I - allegretto con moto, II – presto, III – andante, allegro (Guerra Peixe).
Todas as peças estão dentro da proposta do projeto Sonora Brasil, que é uma iniciativa já consolidada como uma das ações mais importantes realizadas sistematicamente no País, na área de música, introduzindo grupos nacionais, identificados com o desenvolvimento histórico da música popular, dos primórdios aos tempos atuais, levando apresentações de grande qualidade tanto às capitais quanto às cidades do interior.
Quarteto
O Quarteto de Brasília é considerado um dos mais importantes do Brasil, nesta formação, e tem como característica, desde sua criação em 1986, a ênfase no repertório de compositores brasileiros – a exemplo dos dois homenageados deste ano no projeto Sonora Brasil: Cláudio Santoro e Guerra Peixe.
Em sua trajetória de quase 25 anos, o grupo já se apresentou em vários estados do Brasil e em países das Américas, Europa e Ásia. Seus quatro integrantes participam ativamente do movimento musical de Brasília, tanto como músicos quanto como professores dos principais centros de formação musical.
Cláudio Cohen (violino) é maestro e violinista, tem participado de forma ativa no cenário musical do país e exterior seja como solista, camerista bem como artista convidado dos principais festivais de música do Brasil. É membro fundador da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro onde atua na condição de Spalla/Solista. Exerce a função de maestro titular da Orquestra Filarmônica de Brasília, como também é membro da Academia de Letras e Música do Brasil. Estudou violino com Marena Salles e Cecília Guida tendo recebido orientações de Paulo Bosísio e Rodolfo Bonucci.
Ludimila Vinecka (violino) é graduada no curso superior de violino do Conservatório de Praga. Contratada, em 1971, para integrar a Orquestra Filarmônica de São Paulo. Professora de violino na Escola de Música de Brasília e, posteriormente, da Universidade de Brasília. Em 2007 lançou o CD “Guerra Peixe/Aguiar”, que contém a primeira gravação das sonatas de Guerra Peixe, para violino e piano.
Vencedora do concurso para “spalla” da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília. Como solista, tocou sob a regência dos maestros Simon Blech, Cláudio Santoro, Osvaldo Colarusso, Piero Bastianelli, Silvio Barbato e Emílio de César, entre outros.
Guerra Vicente (violoncelo) é bacharel em violoncelo pela Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ), onde também recebeu o prêmio “Medalha de Ouro”. Fez aperfeiçoamento no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.
De 1972 a 1998 foi professor da Universidade de Brasília, onde implantou o curso de violoncelo. Como solista e camerista apresentou-se em diversos países.
Glêsse Collet (viola) é bacharel em violino e licenciada em música pela Universidade de Brasília. Estudou na Escola Superior de Detmold (Alemanha), onde se graduou em 1982 na Classe do Prof. Ernst Mayer-Schierning. Doutora em Música pela Universidade da Bahia. Primeiro lugar (viola) no concurso para instrumentistas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, da qual foi "spalla" das violas em 1985 e 1986.
Foi professora nos Festivais de Campos do Jordão, Londrina, Curitiba, Juiz de Fora e Brasília. Atuou como solista em concertos regidos por Emílio de César, Elena Herrera, Sílvio Barbato e Gerald Kegelmann. Atualmente é Sub-Chefe do Departamento de Música da Universidade de Brasília.