Fundada em maio de 2009, como projeto dos músicos Rafa Araújo, Milena Medeiros e Eliza Garcia, a banda Brasis enfrentou dificuldades para se reunir antes mesmo de começar a se apresentar. Mesmo assim, convites foram feitos e houveram apresentações em algumas festas do circuito universitário, logo conquistando um público assíduo com suas releituras da época da tropicália e de músicas locais. Em setembro do mesmo ano, a banda foi convidada a participar do tradicional Festival Cantatorre, organizado pela articulação cultural do Bairro da Torre em João Pessoa, em parceria com a secretaria de cultura (funjope) onde pela primeira vez mostraram músicas próprias que surpeenderam.

A partir daí, a banda começou a ser reconhecida no cenário da música popular de João Pessoa. A Brasis surgiu numa época de grandes avanços no campo artístico-cultural da cidade, lugar que concentra um grande caldeirão de criatividade em ebulição constante e artistas de peso, filhos da explosão do movimento Jaguaribe Carne, vêem agora a oportunidade de respirar mais uma vez a cultura pessoense propriamente dita, traduzida na música popular misturada com os ritmos que mais expressam a brasilidade no contexto geral. O grupo começou tocando versões e adaptações livres de clássicos da MPB.
Contudo, hoje já se vê uma identidade musical própria, muitas vezes intitulada como tropicalista. De fato, a banda respeita as influências que tem de Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Tom Zé e através dos maracatus, cirandas e côcos, entrelaçando-se com os grooves e elementos de terreiro, a Brasis não apenas revive a música brasileira, como também expressa um sentimento contido em toda uma geração de jovens universitários e brasileiros.
A força de luta dessa classe, vista tanto da posição social quanto da filosófica, une-se ao amor que se tem pela cidade natal, pelo estado e pelo desejo de fazer cultura e arte, sendo soprada aos ouvidos de quem merece saber que não está só na guerra pela vida, alegria e pelo conhecimento.

A banda recebeu críticas positivas em relação às apresentações e à proposta geral. O clima de brasilidade, de suingue, pode ser percebido quando do excelente desempenho de Rafael Araújo, fazendo um papel de frontman que há tempos não se via ou não se percebia em cima do palco. A força do compasso fica por conta de Eliza, comandando ritmos fortes que casam muito bem com a Alfaia de Jackeline Aires. E nas cordas maestrando as harmonias Milena Medeiros, Igor D'Angelis e Góes colorindo e encorpando as suas músicas próprias como “O Legado de Matias”, “Meia Lua”, “Dos Dois aos Doze” e outras de autoria e arranjos do grupo. Além de “Zanzar” de autoria de João Gomes o Bombinha (Padrinho da banda e músico popular Paraibano).
Componentes:
/ RAFA ARAÚJO: Vocal
/ MILENA MEDEIROS: Violão
/ ELIZA GARCIA: Bateria
/ JACQUELINE AYRES: Percussão
/ GOES: Contrabaixo
/ IGOR D'ANGELIS: Guitarra
Notícias relacionadas
09.04.2010
Robertinha Amaral
09.04.2010
A sonoridade das cordas com o Quarteto de Brasília
09.04.2010
“Pin Ups & Rockabilly” em uma noite super animada no Vinil Retrô em João Pessoa
09.04.2010
Grupo 'Garçons Cantores' de volta a João Pessoa(PB) no Terraço Brasil
09.04.2010
Banda Vinil Vermelho hoje na Vogue JP, marcando a reestréia de Mira Maya nos palcos de João Pessoa(PB)
09.04.2010
Paulo Sérgio & Daniel será a grande atração do Zodíaco Dancing Bar na noite deste sábado, dia 03
09.04.2010
Terraço Brasil - Cozinha e Arte em João Pessoa, começa sua programação de Julho com a cantora Juliana Almeida
09.04.2010
Oficina de Produção Cultural Independente no Espaço Mundo
09.04.2010
Confira a programação para o Fenart nesta quinta-feira
09.04.2010
Confira a programação da Vogue JP, para este final de semana de 21 a 23 de maio
