Estudante da PB vence prêmio
O programa Mulher e Ciência da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres contemplou a estudante paraibana Maria Thamara de Lacerda Souza, 17, do 3º ano do Ensino Médio, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), com o prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. A estudante concorreu com 2.976 redações de alunos do ensino médio de todo o Brasil e vai receber um computador.
Trabalho de Maria Thamara de Lacerda foi escolhido entre 2.976 escritos.
A redação intitulada "Procura-se mulher! Favor retornar este aviso com urgência.", em um tom bem humorado, relata um episódio de opressão sobre o papel da mulher na sociedade. A estudante foi orientada pela professora de geografia Márcia Viana da Silva. "Dizer que existe igualdade entre os gêneros é hipocrisia. Precisamos encarar o desafio e fazer alguma coisa. O prêmio não vai resolver a situação, mas é um primeiro passo para construir uma nova perspectiva do papel da mulher na sociedade", declara a professora.
Desenvolvida por duas mulheres, a redação foi resultado de uma aproximação de visões daprofessora e da estudante a partir de temas discutidos pessoalmente e também na sala de aula. A professora desempenhou o papel de incentivadora da estudante que já havia tentado desenvolver um outro projeto na área de história em segredo, mas não havia sido contemplada.
Foi observando os quadros de aviso da escola onde estuda, que Thamara encontrou o projeto que mais tarde a premiaria. "Eu fiquei surpresa por ter conseguido impressionar os jurados, que julgaram quase 3 mil redações, já que escrevo e coloco em outros lugares como blogs, mas ainda não tinha acontecido algo com essa repercussão", declarou. A estudante buscou inspiração em uma situação cotidiana enquanto caminhava pelo centro da cidade: a entrega de panfletos na rua e escolheu a abordagem por achar o tema importante. "Para uma garota da minha idade, eu até luto bastante pelos meus direitos. Mas tem muita gente que não faz o mesmo".
A premiação está dividida em duas etapas: a nacional, na qual foram contempladas 3 redações e a etapa das Unidades da Federação, que contemplou 8 estudantes, entre eles a estudante paraibana. A comissão julgadora foi composta por membros da Secretaria de Política para as Mulheres, os Conselhos Nacional de Direitos para a Mulher (CNDM) e Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e professores de instituições de ensino superior como a Unb.
O prêmio está na sua 5ª edição e é dividido em categorias para artigos científicos de mestres, especialistas, graduados e estudantes de doutorado, mestrado e graduação, para redações de estudantes do ensino médio, além da premiação de escolas promotoras de ações inovadoras no combate a todos os tipos de discriminação. O objetivo é estimular a produção científica direcionada para questões de gênero, a participação de mulheres na produção de conhecimento científico e promover a discussão sobre as desigualdades existentes entre homens e mulheres.
Fonte: Jornal O Norte
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