Fagner, Zé e Luizinho Calixto são atrações desta sexta-feira
O compositor de “Canteiros”, “Mucuripe”, “Fanatismo” e outras belas canções da música popular brasileira estará na Capital nesta sexta-feira (25). O tão esperado show de Fagner é uma das atrações do São João de João Pessoa – O Melhor da Gente, no Ponto de Cem Réis. Na mesma noite, se apresentam ainda dois “magos” da sanfona de oito baixos – Zé e Luizinho Calixto.
A festa começa a partir das 19h. Nesse horário, em palco armado na praça Dom Adauto, a cultura popular comanda a animação, com a participação das quadrilhas juninas Aconchego e Somos Unidos, além do Boi de Reis Estrela do Norte e do trio Raízes do Forró. A realização é da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio de sua Fundação Cultural (Funjope).
Em todas as apresentações de Fagner, são obrigatórios os grandes sucessos de sua carreira, como “Revelação”, “Jura Secreta”, “Noturno”, “Deslizes” e “Borbulhas de Amor”. O artista deverá cantar também composições nordestinas como “Asa Branca”, “Riacho do Navio”, “ABC do Sertão”, “São João na Roça” e um vasto repertório conhecido do público.
Fagner – Cearense de Orós, Raimundo Fagner iniciou sua carreira em 1971, quando era estudante de Arquitetura, na Universidade de Brasília (UNB). Na época, inscreveu três músicas no Festival de Música Jovem. Ele solidificou a carreira artística depois de ser lançado pela intérprete Elis Regina, que gravou “Mucuripe” e “Noves Fora”, ambas composições de Fagner e Belchior. Grandes nomes da música brasileira como Luiz Gonzaga, Orlando Silva e Nelson Gonçalves foram referências em sua carreira.

No primeiro LP, intitulado “Manera frufru, manera” (1973), Fagner musicou e gravou “Canteiros”, composição baseada no poema “A Marcha”, de Cecília Meireles. O sucesso foi imediato em todo o Brasil. Posteriormente, ele também musicou poesias da portuguesa Florbela Espanca. A partir dessa época, sucederam-se discos de ouro, por causa das vendas acima de 100 mil cópias. Os discos de platina (acima de 500 mil cópias) também estão no currículo desse cearense. Com o disco “Romance no Deserto” (1987), o cantor alcançou a marca de 1 milhão de cópias vendidas.
Os mestres da sanfona de oito baixos – Luizinho Calixto nasceu na cidade de Campina Grande, em 1956. Ele vem de uma família de instrumentistas da sanfona de oito baixos. Os primeiros incentivos para a carreira vieram de Seu Dideus, o pai de quatro sanfoneiros, sendo o primeiro deles Zé Calixto, seguido de Bastinho Calixto, João Calixto e o caçula Luizinho Calixto, que começou a tocar o instrumento aos 10 anos de idade.
O músico Luizinho Calixto é considerado, atualmente, um dos melhores instrumentistas de sanfona de oito baixos do Brasil. O artista já morou no Rio de Janeiro, na década de 70. Na época, gravou o primeiro disco, intitulado “Vamos Dançar Forró”, e teve a oportunidade de tocar com Sivuca, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Recentemente, participou de um encontro internacional de sanfona na cidade de Jahu (SP), onde se apresentou na companhia do acordeonista italiano Mirco Pattarini.
O artista já foi várias vezes à Europa, onde mostrou sua arte em países como Portugal, Espanha e França. Ele também se apresentou nas cidades argentinas de Buenos Ayres e Córdoba. Luizinho Calixto tem sucessos gravados por Beto Barbosa, Dominguinhos, Zé Calixto, Bastinho Calixto, Magno, e outros artistas brasileiros. Ele costuma tocar ainda alguns ritmos que nunca haviam sido executados antes por um sanfoneiro de oito baixos. Entre esses estilos estão o tango, bolero, valsa, bossa nova, além de xotes, forrós, frevos, sambas baiões, chorinho e marchinhas juninas.
O irmão, Zé Calixto, começou a tocar aos oito anos. Aos 12, já se apresentava sozinho em bailes e festas de Campina Grande. Nas apresentações dessa época, conheceu Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda. Chamado de “o rei dos oito baixos”, o artista dedicou toda a sua vida à sanfona, desenvolvendo, especialmente, o gosto pela execução do forró junino.
Zé Calixto já gravou dezenas de músicas por gravadoras importantes do Sul do país. Atualmente, desenvolve trabalhando com empresas independentes. Ele é definido por Sivuca, seu companheiro de forró, que o conhecia há mais de 40 anos, como "um cavalheiro rústico, um artesão no fole de oito baixos, já que ele mesmo afina sua sanfona".
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