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Morreu hoje aos 74 anos de idade, a cantora argentina Mercedes Sosa, devido a uma consequência de uma afecção hepática que se complicou com problemas cardiorrespiratórios.
A cantora estava internada na Unidade de Terapia Intensiva e desde quinta-feira era mantida em coma induzido e respitando com a ajuda de aparelhos.

Sosa é considerada uma das artistas argentinas mais populares das últimas quatro décadas. Nascida em 9 de junho de 1935 e gravou mais de 40 álbuns.
Recentemente lançou um álbum duplo e foi indicada este ano para o Grammy Latino por melhor álbum e melhor cantora de álbum folclórico.
Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses.
Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas.
Era considerada uma das maiores difusoras da obra da cantora e compositora chilena Violeta Parra, além de ter gravado junto a diversos artistas, como os cubanos Silvio Rodríguez e Pablo Milanés e os brasileiros Milton Nascimento, Fagner e Beth Carvalho.
Defensora dos direitos humanos, foi censurada pela ditadura argentina (1976-1983) e se exilou na Europa, onde deu continuidade ao seu trabalho com grandes figuras ibero-americanas da música.
Entre seus grandes momentos figuram as apresentações que fez na Capela Sistina do Vaticano (1994), no Carnegie Hall de Nova York (2002) e no Coliseu de Roma (2002) para pedir pela paz no Oriente Médio.
O corpo da artista será velado no Congresso, onde receberá as honras reservadas às principais personalidades argentinas.