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Às vezes uma pessoa não sai da sua cabeça.
Imagine a seguinte situação: uma pessoa faz um mal para você. A partir daí você se ocupa a todo instante dessa pessoa: pensa e fala sobre ela compulsivamente. Muitas vezes você pensa e fala com raiva, pode até ficar com dor de cabeça. Seu corpo sofre só de pensar: você fica agitado, mal humorado e mobiliza emoções negativas dentro de si.
Esse tipo de comportamento pode provocar um desequilíbrio no seu estado mental e espiritual. Não é saudável se alimentar de porque isso desarmoniza seus sentimentos e não deixa você ser feliz.
Não dê para o outro o poder de fazer você infeliz. Rompa esse ciclo perverso e deixe essa pessoa ir da sua vida, da sua mente, do seu coração.
Mas existe outra situação possível. Em certo momento na vida, nosso pensamento parece estar fixado em uma pessoa: toda hora você pensa nela. Em uma situação amorosa é mais ou menos assim: uma música faz lembrar a pessoa amada; no meio de um trabalho, de repente você se lembra da pessoa e ri sozinho; você pensa no próximo encontro com alegria. Esse é o feitiço do amor, um encantamento que altera sua maneira de perceber e sentir o mundo, que desencadeia uma série de comportamentos inusitados.
Definitivamente, aquela pessoa não sai da sua cabeça. Você está sob efeito de um encantamento. E isso é maravilhoso.
Algumas pessoas acham que esse é um estado passageiro, que se dano início das relações amorosas e que passam com o tempo.
Não é verdade. Se o encantamento passou, pode ser que o amor tenha acabado. Pode restar um carinho, um amor fraterno, que não é da ordem do amor profundo. O que há é uma exaustão, uma falência que aprendemos a lidar, porque foi ensinado para nós que a vida é assim, de vez em quando sem graça. E isso não é verdade: a vida é abundante em todos os seus momentos.
No verdadeiro amor o encantamento não passa. Pense nisso e deixe-se enfeitiçar.