18.06.2010

Três gerações do forró fazem show no São João da Capital

  
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Uma noite mágica ao som de muita sanfona. É o que promete a programação deste sábado (19), do “São João em João Pessoa- O Melhor da Gente”, que está sendo realizado a partir das 18h, no Ponto de Cem Réis. Nesta noite estarão no palco três gerações do forró com o melhor da Música Popular Brasileira (MPB): Dominguinhos, que destacou-se no país no final da década de 70; Trio Nordestino, nascido na década de 50 e Bastianas, criado no final da década de 90.

Filho musical do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, Dominguinhos é co-autor de vários sucessos da MPB, que ele promete relembrar em sua apresentação na Capital paraibana, neste sábado (19). A lista é vasta: “Eu só quero um xodó”, “De volta pro aconchego”, “Gostoso demais”, “Isso aqui tá bom demais”, “Pedras que cantam”, “Quem me levará sou eu”, “Abri a porta”, “Tenho sede”, “Lamento sertanejo”, “Quando chega o verão”, “Tantas palavras”... e tantas outras.

“Apesar do peso da sanfona, é com muita alegria que toco para os pessoenses”, garante o sanfoneiro, pernambucano de Garanhuns, que aos 50 anos de carreira promete um show com muita alegria, muito forró e muita música nordestina.


Dominguinhos


Dominguinhos nasceu em 1941 e começou a carreira artística na infância, tocando no trio ‘Os Três Pingüins’ com os irmãos. Já então tocava sanfona de oito baixos, instrumento que sempre o acompanhou. Quando tinha 7 anos foi ouvido por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que achou que o menino tinha futuro e lhe deu seu endereço no Rio de Janeiro. Dominguinhos foi procurá-lo seis anos mais tarde, quando se mudou com a família para o Rio, e ganhou do mestre uma sanfona de presente.


Nos anos 50 e 60 ganhou a vida tocando boleros e sambas-canções em cassinos, gafieiras, dancing, churrascarias, boates e na Rádio Nacional, onde ingressou em 1967, ano em que gravou seu primeiro LP. Tornou-se famoso no meio musical e passou a ser convidado para gravações e turnês com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia. Como compositor também se destacou. Ao lado de Gil assina algumas composições, como "Lamento Sertanejo" e "Abri a Porta".


Seus maiores sucessos são "Tantas Palavras", com Chico Buarque, "De Volta para o Aconchego" (com Nando Cordel), gravada por Elba Ramalho e "Isso Aqui Tá Bom Demais". Gravou mais de 30 discos e compôs trilhas para cinema, firmando-se como compositor e sanfoneiro de prestígio. Já ganhou quatro prêmios Sharp e é o padrinho musical da sanfoneira das Bastianas, Angélica Lacerda, que em 2003 ganhou do mestre seu acordeom branco que empunha com orgulho nos palcos em todo Brasil.


Trio Nordestino - Criado em 1958 na cidade de Salvador, o Trio Nordestino iniciou a formação clássica do forró pé-de-serra: um sanfoneiro, um zabumbeiro e um triangleiro invocados. Lindú (voz e sanfona), Coroné (zabumba) e Cobrinha (triângulo). Apareceram em disco em 1962, apimentando a música brasileira com o suingue, o humor e a sensualidade do sertão.


"Procurando Tu" foi o maior sucesso do Trio Nordestino, no início dos anos 70, fazendo o que as companhias de disco hoje chamam de crossover, ou seja, pulou da parada sertaneja para as rádios dos mais diversos segmentos. Na TV, tornaram-se frequentadores assíduos do Chacrinha e Flávio Cavalcanti, chegando a vender cerca de um milhão de discos. Nos anos 80 morre Lindú, ainda jovem e em plena forma criativa.

Seu substituto, Genaro, não deixou a sanfona cair e o Trio seguiu na estrada. Com a morte de Cobrinha e a saída de Genaro, Coroné segue na luta e chama Luís Mário (filho de Lindú) e Beto (sanfona e afilhado de Lindú) para renovar e começar a luta de novo. Em abril de 2005 morre Coroné, o último componente da primeira formação, deixando em seu lugar seu neto Carlinhos, hoje batizado "Coroneto", em homenagem a seu avô. Hoje com 52 anos e mais de 40 discos depois, o Trio Nordestino continua a fazer sucesso.

Cancioneiro nordestino - Outra atração da noite do sábado (19) do São João em João Pessoa é o grupo Bastianas, que tem atuação na cena cultural da Capital. Com relação ao repertório, o grupo afirma que será um show recheado de marchinhas, baiões, forrós, xotes e tudo o que há de melhor no nosso cancioneiro. Além das músicas autorais dos CDs “Colcha de Retalhos” e “Chama Pra Dançar”, o show contará com canções já consagradas pelo público na voz de grandes nomes, como é o caso de “Feira de Mangaio” (Sivuca e Glorinha Gadelha), “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), “Forró do Velho Inácio”, “É Proibido Cochilar”, “Machucando Sim” e “É Madrugada”, a homenagem do grupo a Antônio Barros e Cecéu.


As Bastianas


Mas não poderia faltar músicas de Luiz Gonzaga, que é a maior inspiração das garotas das Bastianas, como “Roendo Unha”, “Vem Morena”, “Cheiro da Carolina”, “Sabiá”, “Fogo sem fuzil”. Ainda tem João do Vale, Marines, Genival Lacerda, Jackson do Pandeiro. Será um repertório pra lá de "arretado"! que mescla os grandes sucessos da música nordestina com as músicas autorais como “Saudade Danada”, e ao “Rei do Baião” que têm a participação de Dominguinhos.


Homenagem - Este ano, os festejos juninos da Capital fazem uma homenagem ao poeta Oliveira de Panelas e ao cantor e compositor Antônio Barros. O evento vai até 29 com apresentações na Praça Dom Adauto e no Ponto de Cem Réis. A promoção é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).




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